Demorou pra eu me instalar né? Mas cá estou eu, morando em Porto Alegre, melhor adaptada do que eu imaginava, mais cansada do que eu esperava (eu mato quem inventou que funcionalismo público barbada), mas feliz, of course.
Não escrevi antes, tenho que admitir, pela mais profunda preguiça e por saber que quando retomasse o blog não ia párar mais, e isso é bom, mas toma tempo, coisa que eu não tem me sobrado muito.
Tá, parei de reclamar. E declaro a reativação oficial do blog - se é que isso interessa pra alguém...
Hoje, na verade, tô sem inspiração nenhuma, nenhuma teoria conspiratória-filosófica-eu-sou-de-aquário-e-vou-mudar-o-mundo me vem a cabeça. Nem ao menos qualquer amenidade.
Acho que tenho que párar de andar de lotação.
Quando eu andava de ônibus, a demora, o desconforto e o tédio me obrigavam a pensar em algo pra me distrair. Neurônios em ebulição, sempre sobrava um idéia pro blog. Agora não: lotação é rápida, é confortável, tem ar condicionado e me faz querer apenas tirar um cochilo.
Será que conforto emburrece? Não sei, mas morar sozinha, ser dona no meu mundinho e passar o sábado em casa de pijama não é exatamente um estímulo intelectual.
Ok, vou desligar a internet e ler um livro. Ou melhor, um e-book baixado de graça, porque se eu for comprar livro não sobra pra lotação.
Penso, logo blogo
E vice-versa...
sábado, 12 de dezembro de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Encontros e desencontros
Esta semana, mais precisamente ontem, resgatei um pensamento que me vinha à cabeça já há algumas semanas: o momento em que a morte começa a fazer parte da nossa vida.
Em abril, perdi um ex-colega de faculdade, muito querido por todos da turma, nunca fomos assim tão chegados, mas sou muito amiga de amigos dele e acaba-se compartilhando a dor. E ele, o Ricardo, era uma pessoa iluminada, de quem tenho apenas boas lembranças.
Meu raciocínio: Em 2001, muita gente entrou na minha vida (1º ano da faculdade). Em 2005 muitas sairam (me formei). Depois, todos fizeram suas vidas. Mantive contato com os mais chegados. Agora, "começamos" a ir embora...
Já ontem faleceu o sogro da minha irmã, uma pessoa muito querida por toda minha família, o Seu Lúcio. Era o melhor amigo do meu pai, o irmão que ele nunca teve por perto - apesar de vir de uma familia de 11 filhos.
Minha mãe disse que "foi como se morresse alguém da família... sim, morreu alguém da família". Pois não é família o apego que temos pelos outros? Família é mais que sangue, é afeto.
E isso o Ricardo e o Seu Lúcio eram especialistas em conquistar. Um com sua juventude, sede de amigos e descobertas. O outro na calma de seus bem vividos 60 e poucos anos, um homem calmo, honesto, curtindo os netos e vendo os filhos tomarem rumo na vida.
Aí fico pensando no afeto que tenho pelos meus entes queridos, o que cada um representa, que lembranças terei deles um dia. E que lembranças deixarei. E mais do que isso: eles realmente sabem o quanto são importantes pra mim?
É difícil quando as pessoas começam a sair da tua vida. A gente não se prepara pra isso. Já perdi vô, vó, tio, tia, primo. Só que, talvez pela falta de proximidade, talvez pela minha pouca idade na época, a distância, o convivio escasso, me entristeci, mas não como agora.
Sei que esse é o ciclo da vida. Então respeito. Resigno-me. A aceitação virá com o tempo. A gente se desecontra aqui pra se reencontrar mais tarde. Quem sabe, um dia, em outro lugar, melhor que aqui.
Então, e ponto pra mim, nunca esqueço de dizer o quanto amo, gosto, admiro. Afinal, não sei quem vai estar aqui ou não amanhã, e quanto tempo vai demorar para nos reencontrarmos...
-----------------------------------------------------------------------------------------
Não tem nada a ver com o tema do texto acima, ou tem, sei lá, mas hoje reencontrei uma grande amiga. Um anjo. Um ser feito apenas de energia positiva, força e amor. Moro há quase dois anos na mesma cidade que ela e não nos vemos, nunca. Não nos encontramos. Mas o afeto está ali.
Foi um reencontro e uma despedida. Semana que vem vou morar em outra cidade. Felicidade pelo abraço apertado, por rever o brilho dos olhos dela e sentir a força no sorriso que só ela tem. Tristeza pelo desencontro mesmo antes de termos convivido. A vida quis assim. O Cara lá de cima sabe mais do que nós.
Saiba que te adoro, Adri, e estarei sempre aqui pra ti, esteja onde estiver.
Em abril, perdi um ex-colega de faculdade, muito querido por todos da turma, nunca fomos assim tão chegados, mas sou muito amiga de amigos dele e acaba-se compartilhando a dor. E ele, o Ricardo, era uma pessoa iluminada, de quem tenho apenas boas lembranças.
Meu raciocínio: Em 2001, muita gente entrou na minha vida (1º ano da faculdade). Em 2005 muitas sairam (me formei). Depois, todos fizeram suas vidas. Mantive contato com os mais chegados. Agora, "começamos" a ir embora...
Já ontem faleceu o sogro da minha irmã, uma pessoa muito querida por toda minha família, o Seu Lúcio. Era o melhor amigo do meu pai, o irmão que ele nunca teve por perto - apesar de vir de uma familia de 11 filhos.
Minha mãe disse que "foi como se morresse alguém da família... sim, morreu alguém da família". Pois não é família o apego que temos pelos outros? Família é mais que sangue, é afeto.
E isso o Ricardo e o Seu Lúcio eram especialistas em conquistar. Um com sua juventude, sede de amigos e descobertas. O outro na calma de seus bem vividos 60 e poucos anos, um homem calmo, honesto, curtindo os netos e vendo os filhos tomarem rumo na vida.
Aí fico pensando no afeto que tenho pelos meus entes queridos, o que cada um representa, que lembranças terei deles um dia. E que lembranças deixarei. E mais do que isso: eles realmente sabem o quanto são importantes pra mim?
É difícil quando as pessoas começam a sair da tua vida. A gente não se prepara pra isso. Já perdi vô, vó, tio, tia, primo. Só que, talvez pela falta de proximidade, talvez pela minha pouca idade na época, a distância, o convivio escasso, me entristeci, mas não como agora.
Sei que esse é o ciclo da vida. Então respeito. Resigno-me. A aceitação virá com o tempo. A gente se desecontra aqui pra se reencontrar mais tarde. Quem sabe, um dia, em outro lugar, melhor que aqui.
Então, e ponto pra mim, nunca esqueço de dizer o quanto amo, gosto, admiro. Afinal, não sei quem vai estar aqui ou não amanhã, e quanto tempo vai demorar para nos reencontrarmos...
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Não tem nada a ver com o tema do texto acima, ou tem, sei lá, mas hoje reencontrei uma grande amiga. Um anjo. Um ser feito apenas de energia positiva, força e amor. Moro há quase dois anos na mesma cidade que ela e não nos vemos, nunca. Não nos encontramos. Mas o afeto está ali.
Foi um reencontro e uma despedida. Semana que vem vou morar em outra cidade. Felicidade pelo abraço apertado, por rever o brilho dos olhos dela e sentir a força no sorriso que só ela tem. Tristeza pelo desencontro mesmo antes de termos convivido. A vida quis assim. O Cara lá de cima sabe mais do que nós.
Saiba que te adoro, Adri, e estarei sempre aqui pra ti, esteja onde estiver.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
VOU PRA PORTO ALEGRE, TCHAU!
Tou indo... assim que me instalar, volto a postar.
... deu pra ti / baixo astral... (Kleiton e Kledir)
... deu pra ti / baixo astral... (Kleiton e Kledir)
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Visões - Parte I
Minha versão do inferno:
A pessoa fica ali, paralisado, com os olhos abertos (não, ela não consegue fechar. E não, ela não consegue abaixar a cabeça nem tapar os olhos com as mãos), vendo uma catrefa (termo gaúcho pra um bando de gente desocupada) dançar pagode, axé e funk, alternadamente e de forma coreografada. A cereja desse indigesto bolo é que entre uma música e outra passa o Faustão dizendo "ô lôco, meu!". Eternamente. Forever and ever. Pra sempre. E se você for muito, mas muito mau, mau mesmo, mau-que-nem-pica-pau, o Faustão te ENTREVISTA. Em um ciclo infinito...
A pessoa fica ali, paralisado, com os olhos abertos (não, ela não consegue fechar. E não, ela não consegue abaixar a cabeça nem tapar os olhos com as mãos), vendo uma catrefa (termo gaúcho pra um bando de gente desocupada) dançar pagode, axé e funk, alternadamente e de forma coreografada. A cereja desse indigesto bolo é que entre uma música e outra passa o Faustão dizendo "ô lôco, meu!". Eternamente. Forever and ever. Pra sempre. E se você for muito, mas muito mau, mau mesmo, mau-que-nem-pica-pau, o Faustão te ENTREVISTA. Em um ciclo infinito...
sexta-feira, 27 de março de 2009
Alfa-beto...
A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso! Com A se escreve "arrependimento" que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...
Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.
Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".
Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.
E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...
F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.
A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.
Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.
O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.
J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.
L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.
M de "madrugada", quando vivem os sonhos...
N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.
O de "óbvio", não precisa explicar...
P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.
Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.
E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.
S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.
T é de "talvez", resposta pior que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... de "tanto", um muito que até ficou tonto... de "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.
U de "ui", um "ai" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.
Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.
E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.
Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.
Texto de Pedro Bial (tá, o cara é uma MALA, mas o texto é legal, vai?)
Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.
Com C, "calendário", que é onde moram os dias e o "carnaval", esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. "Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": "você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo".
Com D , se chega à "dedução", o caminho entre o "se" e o "então"... Com D começa "defeito", que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.
E tem o E de "efêmero", quando o eterno passa logo; de "escuridão", que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas; e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba!", uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo...
F é para "fantasia", qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"; "fábula", uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e "fé", que é toda certeza que dispensa provas.
A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J. G, de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.
Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.
O I de "idade", aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.
J de "janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de "jasmim", que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.
L de "lá", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.
M de "madrugada", quando vivem os sonhos...
N de "noiva", moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.
O de "óbvio", não precisa explicar...
P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.
Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.
E R, de "rebolar", o que se tem que fazer pra chegar lá.
S é de "sagrado", tudo o que combina com uma cantata de Bach; de "segredo", aquilo que você está louco pra contar; de "sexo": quando o beijo é maior que a boca.
T é de "talvez", resposta pior que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... de "tanto", um muito que até ficou tonto... de "testemunha": quem por sorte ou por azar, não estava em outro lugar.
U de "ui", um "ai" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.
Vem o V, de "vazio", um termo injusto com a palavra nada; de "volúvel", uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.
E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "xô", única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.
Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra", quando você esperava liso e veio listrado; e de "zíper", fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto; e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro.
Texto de Pedro Bial (tá, o cara é uma MALA, mas o texto é legal, vai?)
quinta-feira, 26 de março de 2009
Just wanna have fun
"Tentamos todo dia criar coisas novas porque é muito mais DIVERTIDO."
Stefan Kozak, headcoach da RedBull na América Latina
sexta-feira, 13 de março de 2009
Sexta-feira inspirada
Seguindo a linha cidadã-brasileira-com-vergonha-do-país do post anterior, aproveito para publicar o texto da amiga e jornalista Laura Peruchi Mezari
Perfeito. Como eu já disse pra ela "Brasil = pobreza, hipocrisia e televisão".
Lá vai:
----------------------------------------------------------------------------------
Depressão!
É essa palavra que define o que senti ontem... o domingo à noite, por sí só, já é meio deprimente, porque você lembra que a vida boa do fim de semana acabou e tem que pular cedo para trabalhar. Tá, tudo bem, mas essa é só a velha preguicinha que todo ser humano (ou brasileiro?) tem.
Eu me senti deprimida após assistir ao Fantástico. Aliás, após assistir a uma reportagem em especial... a reportagem falava de uma região do Brasil onde as pessoas chegam a pagar 8 reais por um quilo de tomate, mais de 3 reais por um litro de gasolina... Credo!A matéria mostrou uma mãe, com 3 ou 4 filhos, vivendo naquele meio do nada... numa terra que não dava nada, de tão seca... o marido tinha ido embora pra SP no fim do ano e não havia dado mais notícias... e a mulher vivia do Bolsa Família. Fazia arroz, feijão e farinha todo dia... Feijão com farinha no almoço. Arroz, na janta. Arroz com uma água amarela, porque a água não é limpa. Seu único 'luxo' era o caldo de galinha, sim, aqueles tabletes Knorr ou Maggi, para contentar a filha pequena, que dissolve o pequeno quadrado saborizado na água e saboreia seu caldo...O sonho da menina é ter uma boneca que chora, mas a mãe não tem dinheiro para comprar para a filha...
E o governo se preocupa em financiar TV digital (ou o aparelhinho que vai converter a imagem analógica pra digital). E há projetos para trocar sua geladeira por uma que não agride o meio ambiente... aquela pobre mulher não tem nem uma geladeira. Aliás, me pareceu que nem energia elétrica tem lá.
Logo depois da matéria, comerciais: Big Brother Brasil... 12, 14, 16 participantes movidos pela vontade de ganhar um milhão ou se tornarem famosos... eu assisto às vezes, não nego...Mas percebam o contraste...! Toda aquela ambição versus uma pobreza sem noção!
Não é pra deprimir? Aonde esse mundo vai parar?O que consola é que daqui a 5 bilhões de anos, segundo o Fantástico, o Sol engolirá a Terra.
Já estarei longe daqui.
-----------------------------------------------------------------
Quer ler mais textos da Laurinha? Clica aqui: Palavras, Palavras e Mais Palavras
Perfeito. Como eu já disse pra ela "Brasil = pobreza, hipocrisia e televisão".
Lá vai:
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Depressão!
É essa palavra que define o que senti ontem... o domingo à noite, por sí só, já é meio deprimente, porque você lembra que a vida boa do fim de semana acabou e tem que pular cedo para trabalhar. Tá, tudo bem, mas essa é só a velha preguicinha que todo ser humano (ou brasileiro?) tem.
Eu me senti deprimida após assistir ao Fantástico. Aliás, após assistir a uma reportagem em especial... a reportagem falava de uma região do Brasil onde as pessoas chegam a pagar 8 reais por um quilo de tomate, mais de 3 reais por um litro de gasolina... Credo!A matéria mostrou uma mãe, com 3 ou 4 filhos, vivendo naquele meio do nada... numa terra que não dava nada, de tão seca... o marido tinha ido embora pra SP no fim do ano e não havia dado mais notícias... e a mulher vivia do Bolsa Família. Fazia arroz, feijão e farinha todo dia... Feijão com farinha no almoço. Arroz, na janta. Arroz com uma água amarela, porque a água não é limpa. Seu único 'luxo' era o caldo de galinha, sim, aqueles tabletes Knorr ou Maggi, para contentar a filha pequena, que dissolve o pequeno quadrado saborizado na água e saboreia seu caldo...O sonho da menina é ter uma boneca que chora, mas a mãe não tem dinheiro para comprar para a filha...
E o governo se preocupa em financiar TV digital (ou o aparelhinho que vai converter a imagem analógica pra digital). E há projetos para trocar sua geladeira por uma que não agride o meio ambiente... aquela pobre mulher não tem nem uma geladeira. Aliás, me pareceu que nem energia elétrica tem lá.
Logo depois da matéria, comerciais: Big Brother Brasil... 12, 14, 16 participantes movidos pela vontade de ganhar um milhão ou se tornarem famosos... eu assisto às vezes, não nego...Mas percebam o contraste...! Toda aquela ambição versus uma pobreza sem noção!
Não é pra deprimir? Aonde esse mundo vai parar?O que consola é que daqui a 5 bilhões de anos, segundo o Fantástico, o Sol engolirá a Terra.
Já estarei longe daqui.
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